Domínio e hospedagem no seu nome: por que é inegociável
Domínio e hospedagem têm que estar registrados no seu nome, com acesso seu, pagos por você. Custam pouco (um domínio .com.br sai por cerca de R$ 40 por ano no Registro.br, um .com por volta de USD 10 a 15, e hospedagem de site simples por alguns dólares mensais) e são a escritura do seu endereço digital. Quando ficam no nome de quem desenvolveu, você não é dono do seu site: é inquilino dele. No meu trabalho isso é regra sem exceção, e este artigo explica por quê.
O sequestro silencioso que eu vejo repetir
O roteiro é sempre igual. O desenvolvedor “resolve tudo” e registra o domínio na conta dele. Anos depois, a relação azeda, ou ele some, ou fecha a empresa. Resultado: o site do qual seu negócio depende está preso numa conta que você não acessa. Renovação vence e ninguém avisa; o domínio expira e o endereço que está no seu cartão, no Google e na memória dos clientes morre. Recuperar domínio alheio é processo lento, caro e às vezes impossível. Tudo por economizar dez minutos de cadastro no início.
Dono do domínio, dono do e-mail, dono do Google
O domínio não é só o site: é o seu e-mail profissional e a sua reputação acumulada no Google. Perder o domínio é perder os três de uma vez: o endereço, a caixa de correio e anos de posicionamento nas buscas. Por isso a ordem certa é você criar as contas (Registro.br ou registrador internacional, e o provedor de hospedagem), com o seu e-mail e o seu cartão, e dar acesso de colaborador ao desenvolvedor. Ele trabalha, você continua dono. É exatamente assim que eu opero.
As três perguntas para fazer hoje
Se você já tem site, verifique agora: em nome de quem está o domínio (consulta pública no Registro.br para .com.br), quem recebe os avisos de renovação, e se você tem login próprio na hospedagem. Se alguma resposta for “não sei”, resolva antes que vire urgência: peça a transferência para uma conta sua enquanto a relação está bem. Esse critério de propriedade é uma das perguntas antes de contratar que separam profissionais de aventureiros, e ignorá-lo é um caso típico de o barato que sai caro.
Como fica no meu modelo de trabalho
Meus orçamentos deixam explícito: domínio e hospedagem vão à parte e no seu nome. Eu oriento o registro (e se você ainda não tem nome, o serviço de naming e domínio parte de USD 50), configuro tudo com acesso de colaborador, e na entrega você fica com todas as chaves. Pode me dispensar amanhã e nada para de funcionar. Os valores de projeto estão em minha página de preços; a propriedade do que é seu não tem preço nem negociação.
Perguntas frequentes
Quanto custam domínio e hospedagem por ano?
Um .com.br custa cerca de R$ 40 por ano no Registro.br; um .com, entre USD 10 e 15. Hospedagem de site simples custa poucos dólares por mês. É o custo de ser dono do seu endereço.
Meu site atual está no nome do desenvolvedor. E agora?
Peça a transferência do domínio e dos acessos para contas suas agora, com a relação em bom termo. A transferência é procedimento padrão e qualquer profissional sério colabora sem drama.
O desenvolvedor não precisa de acesso para trabalhar?
Precisa, e recebe como colaborador ou com acessos delegados, sem ser o titular. Ele faz tudo o que o trabalho exige; a propriedade e a renovação continuam com você.
E se o desenvolvedor oferece “hospedagem inclusa de graça”?
Desconfie do arranjo, não da pessoa: “incluso” geralmente significa na conta dele. Aceite o serviço, mas exija que a conta e o domínio estejam no seu nome desde o primeiro dia.
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